"Ele sabe que o apego é responsável pela infelicidade pessoal dos seres humanos e o desatino das instituições que dirige, e que a vida é uma ponte, portanto não constrói casas sobre ela."
(Heródoto Barbeiro)
sábado, 2 de março de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Luz x Gasolina
Enquanto isso, no centro decisório de num país muito distante:
- Presidente, a senhora prometeu redução na conta de luz, mas nossos reservatórios estão lá embaixo.
- Por que eles estão assim?
- É que a Ministra das Minas e Energia do Governo anterior não moveu uma palha para melhorar a nossa matriz energética e ainda usamos um plano de contingências do Governo do PSDB, ou seja, temos que usar petróleo para abastecer as termoelétricas.
- Vaca! Ops! Esse cara sou eu! Mas não tem jeito, o Judiciário já decidiu que temos que reduzir a conta de luz, então vamos manter nossa promessa.
- Pois é! Como faremos?
- Simples: anuncie uma redução na conta de luz, fazendo bastante estardalhaço. Depois, na surdina, aumente bem a gasolina para subsidiar o petróleo que gastaremos nas termoelétricas.
E todos viveram felizes para sempre.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Um nem te conto natalino (ou onde foi parar o suspeito?)
Seria fácil encontra-lo, eu tinha a mais plena convicção.
A descrição não dava margem para muitas dúvidas: um metro e
noventa, cento e dez quilos, pele alva com bochechas rubras, roupas vermelhas
de manga comprida e com detalhes (pele?) brancos nas extremidades; usava um
gorro vermelho e dirigia um carro aberto com tração dianteira que, dizem, corria
tanto que podia até voar.
Enquanto esperava (minhas fontes diziam que ele passaria
pelo ponto de controle por volta da meia noite), resolvi fazer uma “boquinha”:
refrigerantes, sementes (castanhas, nozes etc), carnes, peru, frutas típicas do
inverno, arroz com lentilha, sem lentilha, com os mais diversos tipos de
combinações.
De sobremesa chocolates, bolos, doces, sorvetes, tudo muito
bem feito e por várias pessoas.
À medida que se aproximava o horário percebi que as crianças
ficavam mais excitadas e os adultos impacientes. Resolvi me sentar, conversar
fiado e comer mais um pouco (cada vez que olhava para a mesa via um petisco
diferente e com aparência melhor, além de ouvir constantemente frases como “come
um pouquinho... já provou este? ... nossa, este aqui está tão bom...”)
Meia noite. Olho para o lado e não acho o suspeito que
procurava. Como eu poderia não encontrar um velhote com as barbas já brancas e
carregando um saco nas costas?
Olho para cima, para frente, viro o pescoço e resolvo me
levantar, mas não consigo.
Alguma coisa me prendia fortemente à cadeira, mas não eram
laços nem cordas.
Uma força incrível parecia colaborar com a gravidade e
dificultava qualquer movimento que eu tentasse fazer. Algum tipo de pressão
magnética? Algum raio ou veneno?
Precisava ter calma e quando já perdia as esperanças resolvi
abaixar minha cabeça e foi nesse exato momento que o mistério teve fim.
Abaixo da minha cabeça pude ver algo que não me pertencia
antes, mas que agora havia se incorporado como se eu fosse sempre daquele
jeito. Ele estava ali, exatamente ali.
Chegou sorrateiro, de mansinho e não me deu sequer chance de
reação, mas agora ele também dali não sairia.
Ele estava em minha barriga, impedindo meus movimentos e eu
não percebera.
Acreditem vocês ou não, mas a verdade é uma só: Eu comi o
Papai Noel!
sábado, 15 de dezembro de 2012
ASSIM FALAVA THEODORE
Eu não gosto muito desse negócio de ficar citando frases e pensamentos, mas resolvi fazer isto porque num caso específico só uma frase já pronta para explicar como me sinto.
Nos últimos anos convivi com pessoas dos mais diversos matizes, num
espectro bem mais amplo que cinquenta tons de cinza.
De tantas pessoas que conheci, uma, em especial, me chamou a
atenção, pois foi alguém a quem, num primeiro momento, admirei, depois confiei
e cheguei mesmo a defender, acreditando piamente em sua grandiosidade.
Com o passar do tempo percebi que, em verdade, tal pessoa
é daquelas que mais abomino, ainda que tenha descoberto isso tarde demais.
Não era grande mas, tal como seu físico, tísica de alma.
É
fato que tenho profundo desprezo por quem, tendo o poder de transformar alguma coisa
para melhor, prefere a omissão, calando-se e escondendo-se atrás de seus
próprios temores. Prefiro os que erram, pois entendo sempre o erro como uma tentativa de acerto e me permito, para esses, gastar minha boa vontade.
Caneta é, para mim, coisa muito séria, que pode ser usada
como arma para aprisionar ou libertar.
Caneta é feito laser, que pode servir para destruir, se
usado de forma bélica, ou para salvar vidas, se usado para fins cirúrgicos.
Caneta na mão de fracos acaba virando lápis: alguma coisa com que se traça e que deixa marcas, mas que se pode apagar.
Uma pessoa em especial teve oportunidade de fazer muito, de transformar vidas para melhor, mas preferiu a
omissão.
Podia ser rico, mas preferiu ser pobre.
Medo? Incapacidade? Ganhos e vantagens obscuras?
Não sei, mas vejo nessa fraqueza o sinal da pior espécie de pobreza que
alguém pode ostentar: a de espírito, dos que não percebem que a pior
espécie de arrogância é a falsa humildade.
Daí é que me lembrei da tal frase, a de Theodore Roosevelt, que deixo
para vocês:
"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota."
sexta-feira, 23 de março de 2012
A Crônica do Dia 21 de Março (Aline Dias)
Linda homenagem que recebi de minha filha, Aline Dias:
http://annegranger.podomatic.com/entry/2012-03-23T10_14_39-07_00
Mais da Aline no Blog dela:
http://alinedias.blogspot.com.br/
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